Quando chegaram ao estúdio, não tinham nenhuma foto profissional.
Jhonatan e João Igor ainda não tinham nenhuma imagem profissional para usar no site, nas redes ou em qualquer material de divulgação. Era o zero absoluto — o primeiro banco de imagens que construiriam para apresentar o trabalho ao mundo.
Antes de definir os cenários e a iluminação, conversamos bastante sobre o posicionamento deles. Eles atuam com casos graves, sim. Mas eles também são jovens, comunicativos e querem se aproximar dos clientes, não afastá-los com uma estética que intimida antes mesmo de uma conversa.
Iluminação aberta num mercado de sombras.
No direito criminal, o padrão quase universal é o fundo preto e a iluminação que esconde metade do rosto — uma linguagem visual que remete ao peso dos casos e à gravidade da área. Entendemos esse código. Mas decidimos, em conjunto, não replicá-lo na maior parte das fotos.
A aposta foi iluminar bem o rosto de Jhonatan e João Igor, reduzindo as sombras dramáticas para criar imagens que transmitam autoridade e, ao mesmo tempo, acessibilidade. Quem passa por um processo criminal já carrega medo suficiente — a foto do advogado pode ser o primeiro sinal de que existe alguém confiável do outro lado.
"A foto certa não é a mais bonita — é a que comunica exatamente quem você é para a pessoa que precisa de você."
O arquétipo do Governante — a foto que Jhonatan pediu.
Num determinado momento do ensaio, Jhonatan me trouxe uma referência muito específica: ele queria uma foto com energia de autoridade máxima. Não arrogância — presença. O que ele descrevia, sem usar o termo técnico, era o arquétipo do Governante: aquela figura que transmite controle, confiança e hierarquia por meio da postura e do olhar.
Ajustamos o ângulo, a posição dos ombros e a direção do olhar. A iluminação ganhou um contorno mais duro para esculpir a estrutura do rosto. O resultado foi uma das fotos mais marcantes do ensaio — ideal para publicações que exigem peso institucional, artigos de opinião ou perfis em plataformas jurídicas de prestígio.
A foto pedida por Jhonatan: arquétipo do Governante — presença, autoridade, controle.
Quando a sombra faz sentido.
Quebramos o padrão sombrio — mas não o eliminamos por completo. Fizemos poucas fotos com iluminação propositalmente dura, contraste extremo e expressão fechada. São imagens guardadas para momentos muito específicos: quando Jhonatan e João Igor quiserem falar sobre algo realmente pesado. Um caso de repercussão. Uma morte. Uma condenação injusta.
Essas fotos não são para o dia a dia. São para o post que precisa de gravidade antes mesmo da primeira palavra. Como essas duas abaixo:
Usadas com parcimônia — para posts que tratam de temas muito graves.
Um banco de imagens para cada situação.
Ao final do ensaio, Jhonatan e João Igor saíram com um acervo variado e estratégico: fotos claras e acessíveis para o cotidiano das redes, um retrato de autoridade máxima para momentos institucionais e imagens dramáticas para os conteúdos de maior impacto emocional.
Esse equilíbrio é raro no mercado jurídico, onde a maioria escolhe um único tom e replica em tudo. Ter variedade no banco de imagens é ter liberdade para se comunicar de formas diferentes — sem perder a identidade.